A morte do Rio Buranhém, a incompetência de quem não quer fiscalizar

Por: Paulo Barbosa/Rota51.com
11/03/2018 - 20:19:38

Por: Paulo Barbosa

Há pouco mais de um ano, produtores rurais, pecuaristas, pequenos e grandes, se reuniram, buscando alternativas para suas dívidas, pois com a falta de chuvas, o gado perdia peso, muitas cabeças morreram e todos tiveram de arcar com seus prejuízos e, que não foram poucos.

Mas uma coisa ainda se pergunta até hoje, onde estão os responsáveis pela liberação das grandes lagoas, que foram construídas, e todas abastecidas pelas nascentes que abastecem o rio Buranhém, e que servem para irrigar as grandes fazendas da região. As fazendas precisam de sobreviver pois é a fonte de riqueza da nação, mas a recuperação do rio Buranhém precisa ser feita, não tem ninguém, responsavelmente correto, que possa investigar, para ver onde está o erro? Parece que tem medo de esbarrar no poder aquisitivo dos grandes fazendeiros e neste caso, o meio ambiente é que se lasque.

Tem gente da fiscalização que não sabe nem onde fica o Parque Nacional do Alto do Carirí, a não ser pelo mapa, também não conhecem o córrego do norte, o córrego do Fernando, Pinheirinho córrego de Pedras com a bela cachoeira do Gargantel, no Parque do Carirí, tem fazenda que tem cadastradas 60 nascentes e cinco cachoeiras, em outra fazenda foram contados 4 córregos e mais ou menos 20 nascentes, mas realidade, oficialmente já foram cadastradas 350 nascentes e extra oficialmente de 500 a 600, mais 15 córregos e rios, estas informações foram passadas por moradores locais que conhecem a região como a palma da mão, mas as pessoas responsáveis por esta fiscalização, só vivem de reuniões infrutíferas, demonstração da inoperância do sistema e o medo do poder aquisitivo que os contorna.

 

Até o momento, a região, não está tendo problemas com chuvas, mantendo o índice pluviométrico dentro dos padrões, por outro lado, além das florestas que ainda resta, a Veracel, tem, mantido seus mosaicos que ajudam a manter parte da mata atlântica, que mantém o equilíbrio mais ou menos satisfatório.

Ninguém é contra as grandes fazendas, ninguém é contra as irrigações, mas o que a região reclama, é a inoperância, a fata de responsabilidade de quem, por trás das mesas, mantendo seus empregos, sem dar um passo em favor da região, mas os salários são recebidos regiamente todos os meses, estas denúncias já foram feitas há muito tempo, mas tudo fica do mesmo jeito, como se não tivesse ninguém para fiscalizar.

Mas denúncias podem ser feitas ao MPE Ministério Público Estadual, MPF Ministério Público Federal e uma força tarefa pode ser feita, para saber onde estão as vazões, ou as sangrias das grande lagoas, uma multa pesada de origem estadual e federal, para ver se desta forma, possa começar a haver um maior respeito pelo meio ambiente, até mesmo a secretaria municipal do meio ambiente precisa se movimentar neste sentido, e junto com o MPE, MPF a imprensa e fazendeiros, o INEMA que realiza as licenças, e a secretaria do estado do meio ambiente,  para realizarem uma audiência pública junto com os donos de fazenda, e quem sabe, até mesmo uma incursão aos locais de danos ambientais, para se saber realmente, o que se pode fazer, para acabar de vez com este problema.

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