
Mercado inicia 2026 com poucos compradores ativos e preços ainda sustentados por oferta mais restrita
Por: Urbino Brito
O mercado de café brasileiro começou o ano de 2026 com negociações menos dinâmicas, refletindo o cenário em que poucos compradores estão ativos e muitos produtores ainda retraem vendas, segundo análise recente do CEPEA/ESALQ. O movimento de baixa liquidez tem mantido as cotações em patamares mais firmes, mesmo com avanço gradual da safra em algumas regiões e oferta crescente no mercado interno.
Café Arábica (tipo 6, bebida dura para melhor - indicador CEPEA/ESALQ)No início de janeiro de 2026, o indicador do café Arábica registrou uma cotação média de aproximadamente R$ 2.216,15 por saca de 60 kg, refletindo alta de quase 3% em relação ao fechamento de 2025.
Apesar do aumento recente, o mercado tem apresentado oscilações nas cotações, com preços seguindo sensíveis às condições climáticas, evolução da safra e oferta disponível.
A cotação média do café Robusta no mesmo período de referência era em torno de R$ 1.280,59 por saca de 60 kg, com alta mais modesta comparada ao Arábica.
Nos últimos anos, inclusive, o Robusta já chegou a negociar em níveis historicamente elevados — acima de R$ 2.000 por saca — sustentado por oferta global mais apertada e elevada demanda pela variedade brasileira.
As negociações no início de 2026 têm sido relativamente travadas, com poucos compradores consultados no mercado spot e vendedores contendo ofertas, segundo o CEPEA.
Em 2025, os preços do café atingiram níveis históricos, com forte volatilidade e oferta ajustada, impulsionados por fatores climáticos e estoques limitados.
Produtores: Apesar da baixa liquidez nas primeiras semanas de 2026, os preços atuais ainda refletem níveis elevados frente aos últimos anos — principalmente para Arábica — e podem influenciar decisões sobre venda futura ou armazenamento.
Mercado interno: A diferença de preços entre Arábica e Robusta ainda persiste, mas com movimentos de aproximação em determinados momentos, dependendo da demanda e da produção disponível no mercado brasileiro.
Tendências: Com avanço da colheita em algumas regiões e oferta mais abundante em períodos safrados, há possibilidade de ajustes nos preços ao longo do ano, conforme oferta/demanda.