
Após alcançar preço histórico em fevereiro, mercado registra retração gradual e saca de 60 kg já custa R$ 1.601,33 nesta sexta-feira (29), segundo dados do CEPEA
Por: Urbino Brito
O mercado do café arábica vive um momento de forte correção após atingir preços históricos no início de fevereiro. No dia 02/02, a saca de 60 kg chegou ao patamar de aproximadamente R$ 2 mil, impulsionada pela baixa oferta mundial, problemas climáticos nas lavouras brasileiras e forte pressão do mercado internacional.
Porém, a partir do dia 03/02, iniciou-se um movimento de queda gradual nos preços, chegando nesta sexta-feira (29) ao valor de R$ 1.601,33, segundo dados do CEPEA/USP.
A redução representa uma queda aproximada de 19,9% no valor da saca em pouco mais de três meses.
Queda do preço do café arábica em 2026
Comparativo entre o pico de fevereiro e o valor atual da saca de 60 kg do café arábica.
O que provocou a queda?
Entre os principais fatores que explicam a retração dos preços estão:
- Realização de lucros no mercado internacional: investidores aproveitaram os preços recordes para vender contratos futuros;
- Melhora nas perspectivas da safra brasileira: algumas regiões produtoras apresentaram recuperação climática;
- Redução da pressão compradora: indústrias e exportadores diminuíram o ritmo de compras após os picos históricos;
- Oscilação do dólar: a moeda norte-americana influencia diretamente o valor do café exportado pelo Brasil.
Apesar da queda recente, especialistas avaliam que os preços ainda permanecem em um patamar considerado elevado quando comparado aos últimos anos, mantendo boa rentabilidade para muitos produtores.
Café: confira cotações desta sexta-feira (29)
O preço do café arábica abriu esta sexta-feira (29) em baixa de 0,66%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.601,33 na cidade de São Paulo, segundo dados do CEPEA.
O mercado do café vem registrando forte queda desde o início de fevereiro. No dia 02/02, a saca estavas sendo vendida aproximadamente por R$ 2 mil. Já a partir do dia 03/02, os preços começaram a recuar gradativamente, acumulando uma desvalorização próxima de 20%.
Especialistas apontam que a retração ocorre devido à realização de lucros no mercado internacional, melhora nas expectativas da safra brasileira e redução da pressão compradora após os recordes históricos registrados no início do ano.
Mesmo com a queda, os preços ainda seguem elevados em relação à média histórica, mantendo o café em um cenário de valorização para muitos produtores brasileiros.
Fonte: CEPEA