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Por: Bento Quinto
Eunápolis – 26/09/11 – A secretaria geral do STTR-Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e Florestais de Eunápolis, Damiana Alcântara, participou na Capital baiana da III Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente, nos dias 22 e 23 deste mês. “Quero chamar a atenção dos companheiros, das companheiras de lutas que foram eleitas para a Conferência Municipal de Mulheres, para ter um pouco mais de cuidado e atenção e brigar por seu espaço”, apela a sindicalista, acrescentando que “não é fácil você sair da sua Cidade na correria indo para essa Conferência e, chegando lá, as propostas que você havia feito em Eunápolis durante conferência municipal, simplesmente deixaram de ser contempladas nesse evento estadual”.
Alcântara, vai além enfatizando que “todos os municípios baianos que fizeram suas conferências locais, suas propostas misteriosamente não apareceram no cenário da Conferência Estadual”. Por conta disso os movimentos sociais presentes ao encontro fizeram nota de repúdio, exigindo respeito às suas vozes, “mas foram ignorados”.
Conforme explica a secretária do STTR, na Conferência discutiu-se direitos trabalhistas, mas, “ela começou atrasada, jamais deveria acontecer em apenas dois dias e sim, em três”. Estiveram reunidos sindicatos de categorias diversas, representantes do Governo do Estado e da classe patronal e, na opinião de Damiana Alcântara. No final da Conferência as propostas que deveriam ser votadas ficaram para a parte da tarde, prejudicando os sindicalistas que foram obrigados a cumprir horários de retorno às suas cidades, uma vez que não dispunham de transporte próprio. No entendimento da sindicalista “houve manobra, pois, no final ficaram somente os empresários para votar na proposta”, diz, acrescentando que empresário não vota favorável ao trabalhador.
A sindicalista diz ainda que, “quem for eleito para a conferência nacional deverá ter uma articulação para que, as propostas desarticuladas aqui na Conferência estadual, possam ser votadas na Conferência nacional e, ao mesmo tempo, desarticular algumas propostas da classe empresarial que porventura signifiquem perdas para os trabalhadores e trabalhadoras”.