Farinheiras do Ponto Maneca demonstram a força da Agricultura Familiar no Município

Por: Bento Quinto
03/11/2011 - 19:02:07

Por: Bento Quinto

Eunápolis – 03/11/11 – A reportagem de NossaCara.com, deslocou-se até a localidade Ponto Maneca, interior do Município, para revelar a realidade da produtividade da farinha de mandioca, gênero largamente consumido na mesa dos baianos. Num universo de cerca de 25 farinheiras (casas de farinha) visitamos primeiro a de Jociélio da Silva Paiva, onde fomos recebidos por sua esposa, Maria d’Ajuda de Jesus que nos informou que a produtividade varia de 50 a 90 sacos de 60 quilos por dia do produto, sendo que 10 homens e 02 mulheres trabalham de segunda a sexta-feira em todo o processo. Segundo ela, devido às chuvas “alguns dias são parados”, além da “terra dura” que impede a  colheita da mandioca “por falta da mão-de-obra qualificada”.

Devido a falata de lenha as farinheiras estão usando troncos de Coqueiros e de Jaqueiras Aqui um funcionário do Coelho descaroça a massa para ser peneirada Nesta imagem a farinha é peneirada após sair do forno ficando pronta pra ser ensacada

Nossa reportagem verificou que a Casa de Farinha de “Ciélio” é totalmente mecanizada. De acordo com as informações, técnicos da CEPLAC tem orientado os proprietários a se adequarem às normas ou padrões de produção, “até porque a previsão é de no futuro haver rigorosas fiscalizações nas farinheiras da área”, comenta a senhora D’Ajuda.

A agricultora reclama que a escassez de lenha ameaça paralisar a produção de farinha de mandioca de modo geral no Ponto Maneca. Ela utiliza troncos de coqueiros, de jaqueiras e mangueiras como lenha a fim de garantir a permanente torrefação.

Edson Araújo Pereira, o Coelho, sendo informada que a produtividade ali varia de 25 a 30 sacos de 90 litros de farinha por dia Vemos nesta imagem a mandioca raspada pronta pra ser ralada e ao fundo pilhas de sacos de farinha Num universo de cerca de 25 farinheiras (casas de farinha) visitamos primeiro a de Jociélio da Silva Paiva (Ciélio)

NossaCara.com, também visitou a farinheira de Edson Araújo Pereira, o Coelho, sendo informada que a produtividade ali varia de 25 a 30 sacos de 90 litros de farinha por dia. Ele diz que emprega 05 homens e 03 mulheres no processo de produção de farinha e mais 04 outras pessoas no mandiocal (roça). Informa que toda a sua produção é comercializada em Porto Seguro.

Coelho, também reclama da dificuldade de se obter lenha, o combustível utilizado na torrefação e afirma: “aqui vai chegar o tempo em que vamos ser obrigados a parar totalmente a nossa produção, por falta absoluta de lenha”. Ele explica que R$ 700,00 (setecentos reais) são investidos em cada tarefa de mandioca, recursos utilizados para arar a terra, adubar, plantar as manivas e deixar tudo pronto para colher. “O lucro é mínimo, desestimulante”, desabafa.

Coelho e dona. Maria D’Ajuda informam que a farinheira comunitária do Ponto Maneca encontra-se parada.

Mulheres raspando a mandioca Funcionário despeja mandioca na máquina de ralar Ciélio mostra para a reportagem a prensa onde a massa da mandioca é prensada para retirar a água pra ser torrada

 

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