A trajetória de um campeão

Por: Da redação
21/07/2016 - 11:08:42

Fabio Costa é o atual campeão mundial de Jiu-Jitsu da FBJJE

Por: Eduarda Toralles

“Comecei a lutar com 25 anos. Algumas pessoas me criticaram dizendo que eu era velho demais para aquilo, mas eu gostei de lutar e fui metendo as caras”, contou o atual campeão mundial de Jiu-Jitsu – categoria faixa preta/pesadíssimo/acima de 100 quilos, Fábio Costa, o Fabão, da Academia Carranca Team, em Eunápolis.



Fabão conquistou o título no campeonato promovido pela Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (FBJJE) no último dia 16 de julho, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Para chegar a campeão teve duas lutas difíceis pela frente. No segundo dia teve que enfrentar o supercampeão da categoria e perdeu numa decisão que considerou polêmica. A derrota não o desanimou e conseguiu chegar a final do campeonato, onde enfrentou e derrotou o campeão de 2015 de sua categoria. “Foi um campeonato muito forte, com grandes equipes. Me preparei durante três meses”, revelou o atual campeão.


Mas as lutas de Fabão, para chegar onde está hoje começaram bem antes, quando ainda era um jovem sonhador e saiu de casa, em Buerarema, aqui no interior a Bahia, e decidiu tentar ganhar a vida em São Paulo.  “Fui para trabalhar, mas o que eu queria mesmo era aprender a lutar, sempre gostei, mas lá em São Paulo era difícil, aí descobri com um amigo que aqui em Porto Seguro eu conseguiria treinar”, contou o atleta.


Sua trajetória
- Em Porto Seguro, os treinos além de realizarem seu sonho, representavam um apoio ao seu trabalho de segurança. Conciliando trabalho e treinos, Fabão foi conquistando faixas e títulos. “Sempre gostei de participar das competições. Fui campeão da copa Norte e Nordeste, realizada em salvador. Nessa época eu estava treinando aqui em Eunápolis”, destacou ele.


Em 2006, já faixa preta, o atleta conquistou o título de campeão mundial de Jiu-Jitsu pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Olímpico (CBJJO) e decidiu investir de vez na vida de lutador. Voltou para Eunápolis e abriu uma academia para formar um grupo de atletas na região. “Comecei dando aula e trabalhando como segurança ao mesmo tempo. Hoje tenho uma academia aqui em Eunápolis, em Itamaraju, Belmonte e Itabela. Já formei uma turma de atletas que conquistaram e seguem conquistando títulos”, comemorou Fabão.


Novos desafios
– Agora Fabão disse que pretende descansar por alguns dias antes de começar os treinos para seu próximo desafio, o campeonato mundial de luta sem Kimono (ABCC), que será realizado em novembro. “Esse é o maior campeonato de lutas agarradas como jiu-jitsu, lutas livres, judô, para saber qual é a maior luta”, explicou.


A palavra desistir parece não fazer parte do vocabulário do atleta. “As vezes até penso em parar, quando o lado financeiro pesa, mas o apoio da família e dos meus alunos, que hoje fazem parte da minha família, me faz seguir em frente”.


Sobre qual o aprendizado que tirou desses anos todos literalmente de lutas, Fabão disse que é a prova de que todo mundo é capaz de alcançar seus sonhos!

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