
Por: Teoney Guerra
A partir deste ano, Nirlando Alves dos Santos, 52 anos, o mais importante meio-fundista e fundista que representou Eunápolis em provas regionais, nacionais e internacionais nos últimos anos, deixa as competições.
A última prova de que participou foi a Corrida do Aniversário de Itabuna, em julho do ano passado, quando correu apenas para atender a um convite que lhe foi feito. “Nessa prova, não participei como real competidor, não tive a colocação homologada” diz.
Até essa competição final, Nirlando participou de cerca de 90 corridas, durante sua trajetória de quase trinta anos como atleta amador, iniciada na adolescência, por volta dos 20 anos, nas corridas de ruas do então povoado de Eunápolis. “As mais importantes dessa época eram as corridas da festa do 5 de Novembro”, relembra Ele.
Foram muitas também, as competições em outras cidades da região. Foi por três vezes vencedor de uma prova que era disputada no Arraial d’Ajuda, igual número de vezes em corridas em Porto Seguro, duas vezes campeão em Guaratinga, além de colocações importantes em corridas em Teixeira de Freiras, Ilhéus e Itabuna. A principal das provas da região cacaueira era a Meia Maratona do Cacau, cuja largada acontecia em Ilhéus e a linha de chegada era em Itabuna, na qual, Ele conseguiu um 3º lugar, em 1988.
Em 1997 fez sua estreia em corridas fora da Bahia, na Corrida Rústica de Serra, no Espírito Santo, quando sagrou-se vencedor. Ainda no Espírito Santo, participou por cinco vezes das “Dez Milhas Garoto”, prova com competidores de todo o Brasil, cujo nome homenageava uma importante indústria de chocolates que patrocinava a competição. Nessa corrida, conseguiu como melhor resultado, um 49º lugar.
Porém, Nirlando fez muito mais. Participou de provas que reuniram a elite do atletismo nacional e internacional, como a Meia Maratona do Rio de Janeiro e a São Silvestre, em São Paulo. Na Meia Maratona do Rio, em 2001, foi o 156º colocado na sua categoria – com idade entre 35 e 39 anos -, e ficou entre os 500 melhores na classificação geral. Enquanto na São Silvestre, entre os 200 na sua categoria – com idade entre 40 e 49 anos -, e no 465º lugar no geral.
Para realizar essa carreira que considera sua “maior realização pessoal”, Nirlando teve que, além de dar o melhor de si, vencer muitas dificuldades. “A falta de apoio ao esporte, no nossos país sempre existiu. E comigo, não foi diferente. Muitas vezes, tive que pagar do meu bolso, para participar de competições”, relembra. Porém, Ele reconhece a gradece às empresas daqui de Eunápolis que lhe permitiram participar de muitas dessas provas. “Não tenho como lembrar agora os nomes dessas empresas; agradecer a cada uma, mas fica aqui o meu obrigado”, diz.
Ao final dessa trajetória longeva, esse itapebiense – nasceu em Caiubi – radicado em Eunápolis se sente realizado não apenas pelo que realizou no esporte, mas por ter levado o nome de Eunápolis onde foi, onde esteve, onde competiu. E agora, cuidando apenas da sua vida profissional, como comerciário, tem nas corridas uma diversão, um passa tempo de fim de semana, que, com frequência, lhe traz á memória, um passado de realizações, de belas recordações.