.gif)
Reunimos 03 carros mais raros já produzidos no Brasil difíceis de ver por aí. A dificuldade em encontrar números precisos e a costumeira falta de memória nacional talvez tenha nos levado a cometer alguma injustiça, deixando de fora modelos dos quais muito poucos são raridades.

Karmann-Ghia conversível - 177 unidades
Pode parecer surpreendente, mas nem só de fabricantes nacionais vive essa lista de modelos
raros. E um dos melhores exemplos é o Karmann-Ghia conversível. Tudo bem que quem o produzia não era a Volkswagen, mas a Karmann. A raridade do conversível provavelmente se deve ao fato de os brasileiros nunca terem sido grandes fãs deste tipo de carroceria
Tanto que apenas 177 deles foram oficialmente produzidos por aqui. Quando encontrar um Karmann-Ghia conversível, fique de olho: ele pode ser um cupê convertido. Os originais são
dificílimos de encontrar. E valem uma nota preta

Lobini H1 - cerca de 70 unidades
Apresentado no Salão do Automóvel de 2002, o Lobini H1 só começou a ser fabricado em 2005. Fruto de uma parceria entre o advogado José Orlando Lobo e o engenheiro Fábio Birolini, veterano do mercado de carros brasileiro o H1 queria ser um esportivo puro. Equipado com motor 1.8 turbo da Volkswagen instalado em posição central-traseira, ele foi o esportivo brasileiro mais rápido da história: era capaz de atingir máxima de 220 km/h. O preço alto, a concorrência com modelos importados de desempenho por vezes superior e a proposta de ser um esportivo cru acabaram por selar o destino do H1. Ele teve sua produção encerrada em 2012, com cerca de 70 unidades fabricadas.

3. FNM Onça - 5 unidades
Em 1964, a Fábrica Nacional de Motores, a FNM, decidiu que precisava ter mais um veículo em sua linha. A ideia era ter uma variação do antigo JK, rebatizado de 2000 para não irritar os militares que haviam tomado o poder. Para isso, a FNM encomendou a Rino Malzoni, pai do GT Malzoni e do Puma uma nova carroceria.
Que foi apresentada na Feira Brasileira do Atlântico naquele mesmo ano, mas não agradou. Tinha quatro faróis e era meio pesadão. Rino corrigiu o protótipo, inspirado pelo Ford Mustang, e a FNM gostou, apresentando o Onça no Salão do Automóvel de 1966. Confiante na aprovação do projeto, a FNM produziu algumas carrocerias enquanto enviava um dos protótipos para avaliação da Alfa Romeo, que vetou o projeto prontamente.
Não, entretanto, sem que algumas unidades do Onça tivessem sido vendidas. Sabe-se de 3 delas ainda na ativa e recentemente restauradas, mas é bem possível que existam outras perdidas Brasil afora