.gif)

Por: Teoney Guerra
No dia 12 de maio de 1988, o então governador Waldir Peres sancionava no Palácio de Ondina – antiga sede do governo estadual – a lei nº 4.770, que emancipava o município de Eunápolis.
O povoado criado em área de fronteiriça dos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália entre os fins da década de 1940 e início da de 50, obtinha sua independência. Independência almejada há quase três décadas, desde o início dos anos 60, quando, de acordo com informações passadas de geração para geração – até os dias de hoje -, teriam sido iniciadas as primeiras articulações com esse objetivo.
A primeira tentativa de emancipar o povoado ocorreu em 1974, com a tramitação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa que propunha a emancipação que, porém, em meio à tramitação, foi arquivado.
Em 1980, o deputado estadual Antônio Olímpio pediu e obteve o desarquivamento desse projeto, que voltou a tramitar. Um Plebiscito – o passo seguinte – chegou a ser marcado e realizado no dia 25 de novembro de 1984, entretanto, grupos políticos de S. C. Cabrália contrários à emancipação fizeram campanha contra o “SIM” – que autorizaria a emancipação -, que perdeu na consulta popular.
Em 1986, o deputado estadual Ramos Neto incluiu o nome de Eunápolis em um projeto que tramitava na AL e versava sobre a emancipação de outros municípios. Um novo Plebiscito foi marcado para o dia 7 de fevereiro de 1988. Realizada no dia marcado, a consulta popular teve o “SIM” da maioria dos eleitores: 21.897 eleitores votaram SIM, e 121 votaram NÃO.
Com a aprovação do “SIM” dessa vez, no Plebiscito, o projeto foi então votado e aprovado pelos deputados, e depois, encaminhado para a sanção do governador. Estava concluído o processo de emancipação.