
À medida em que a ciência avança, novos recursos são disponibilizados para responder a um dos maiores questionamentos humanos: o segredo da longevidade.
Mais do que não apresentar características que são próprias do envelhecimento, ser longevo – ou seja, viver mais e melhor –, envolve uma série de fatores que começa por aspectos não visíveis, mas que são fundamentais neste processo.
O primeiro e mais importante deles é o cérebro. Segundo Thaís Bento, doutora pela USP e parceira científica do Supera – Ginástica para o Cérebro, é necessário entender que o envelhecimento é um processo constante e comum a todos os seres humanos, abrangendo mudanças biológicas, psicológicas e sociais. “Precisamos olhar o envelhecimento como parte do processo da vida humana que poderá ou não por meio de oportunidades promover um processo saudável e significativo”, detalhou.
Os piores hábitos no caminho do envelhecimento
A ciência moderna pode ainda não saber qual é o segredo do bom envelhecimento, mas há décadas aposta em alertar para hábitos que sim, podem conduzir para um envelhecimento ruim. O Relatório de 2020 da Comissão Lancet de Prevenção, Intervenção e Cuidados com a Demência” listou 12 fatores de risco modificáveis que atualmente representam cerca de 40% das demências em todo o mundo, confira:
O que fazer hoje para envelhecer bem?
Por outro lado, o relatório técnico desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde para a “Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030)” reforça que o envelhecimento saudável engloba todo o curso de vida, ou seja, ter um envelhecimento saudável significa desenvolver e manter a habilidade funcional que permita o bem-estar mesmo em idade avançada.
Confira o que fazer agora para ter um envelhecimento mais saudável
Fique atento às suas emoções!
Ainda segundo a especialista, dentro deste processo um ponto que passa quase que desapercebido pode fazer toda a diferença no processo de longevidade: as emoções
“Uma regulação das emoções faz com que consigamos passar pelas adversidades da vida com mais leveza, adaptação ao meio e resiliência. Desenvolver essa inteligência emocional prevenirá o surgimento de transtornos do humor, como a ansiedade, o estresse crônico e a depressão, que são fatores de risco, para desencadear declínio cognitivo e quadros demenciais. Portanto, ter uma mente saudável, cultivar pensamentos positivos, sentimentos de valorização da vida e resgate de emoções e lembranças afetivas auxiliam no envelhecimento com uma boa qualidade de vida e bem-estar psicológico”, concluiu.
