
Versos que se transformam em respostas, canções que viram conselhos e uma conversa embalada pela música que atravessa gerações, revela experiências de vida e lembra que todos nós seguimos aprendendo, cantando e sonhando
Por: Urbino Brito
Nem toda entrevista é feita apenas de perguntas e respostas. Algumas são construídas com versos, melodias e sentimentos que atravessam décadas. Esta entrevista musical nasce assim: como um diálogo entre a vida e a música, onde cada resposta carrega trechos de canções que marcaram gerações e seguem atuais, dizendo muito sobre quem somos.
Ao falar sobre o nascimento, o entrevistado não aponta uma data, mas uma eternidade. “Nasci a 10 mil anos atrás” revela alguém moldado pelo tempo, pelas experiências e pelas histórias acumuladas ao longo da caminhada. Não é sobre idade, mas sobre vivência.
O lugar onde vive também vai além da geografia. Mora em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza — um Brasil de fé, alegria e resistência, onde a música sempre foi refúgio e força diante das dificuldades.
Para quem anda desanimado, o conselho vem em forma de refrão: cantar. Cantar para afastar a tristeza, cantar forte, cantar alto. A música surge como remédio da alma e como esperança de dias melhores.
A crença em um mundo melhor se mantém viva pelo amor — esse sentimento que mexe com a cabeça, desarruma certezas e, ao mesmo tempo, dá sentido à existência. É ele que alimenta metas simples e profundas, como ter um milhão de amigos e cantar com ainda mais força.
Nos momentos difíceis, a fé aparece como apoio inabalável. Jesus Cristo é citado não apenas como crença, mas como presença constante, fonte de amparo e confiança. E para quem sente medo, o conselho é direto e reconfortante: segurar na mão de Deus, porque é nela que se encontra sustentação para seguir em frente.
Na juventude, o objetivo era correr, vencer, chegar em primeiro lugar. A pressa era companheira constante. Com o passar do tempo, porém, vem o aprendizado. Hoje, a vida é encarada com mais calma, mais sorriso e mais consciência. Andar devagar passa a ser sinal de sabedoria, assim como reconhecer que, apesar de tudo vivido, ainda se sabe muito pouco — e isso faz parte do aprender.
Sobre o futuro, o desejo é simples e profundo: viver sem vergonha de ser feliz. Cantar, cantar e cantar. Celebrar a beleza de ser um eterno aprendiz, alguém que nunca perde a capacidade de sentir, sonhar e aprender.
Este artigo é dedicado aos amigos e amigas de todas as idades — especialmente aos que já passaram dos 50 anos e aos que ainda vão chegar lá. Porque essa entrevista musical, feita de versos e sentimentos, diz um pouquinho de cada um de nós.
Esse artigo foi inspirado em um vídeo de Katia Melo
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