.gif)
GLOBOESPORTE.COM Shenyang, China
Seleção brasileira vence por 2 a 0, na prorrogação, e pegará o vencedor de Argentina e Holanda na próxima fase da competição
Oito anos depois de perder para Camarões em Sydney 2000, a seleção brasileira conseguiu a sua vingança. Neste sábado, o time de Dunga venceu por 2 a 0, na prorrogação, e avançou para as semifinais do torneio de futebol masculino das Olimpíadas de Pequim. Na próxima fase, o Brasil irá enfrentar o vencedor do confronto entre Argentina e Holanda.
A vitória tem um gostinho especial para Ronaldinho Gaúcho, já que o meia fez parte da seleção que perdeu há oito anos. Destaque também para a ausência de Alexandre Pato. Titular do time em toda a primeira fase, ele ficou no banco de reservas e sequer entrou no decorrer da partida.
Pela primeira vez no torneio de futebol masculino destas Olimpíadas a seleção brasileira tinha pela frente um adversário de respeito. Sim, porque a Bélgica, rival da estréia, deixou o seu poder de fogo no passado. E o que dizer de Nova Zelândia e China?
Confira a tabela do torneio masculino
A seleção de Camarões foi campeã olímpica em Sydney 2000, quando eliminou o próprio Brasil. Pode até não ser uma potência mundial, mas já deixou claro que não gosta de entrar nas competições para brincar. E acreditem, eles não brincaram nem um segundo durante os primeiros 45 minutos. Sem perder a viagem, faziam faltas quando eram driblados ou perdiam a bola. O jogo físico irritou os brasileiros, o confronto pegou fogo. Canela virou bola. Foram cinco cartões amarelos, mas poderiam ter sido sete, oito. E caberiam três vermelhos, para Marcelo, Baning e Bikey, os mais violentos.
Lances de perigo foram raridade. Os sistemas defensivos superaram os ataques. E a grande decepção da etapa foi Ronaldinho Gaúcho. O meia-atacante se movimentou pouco e quase não tocou na bola. Pouco jogou, fazendo o Brasil sentir a falta do toque genial que havia aparecido contra a Nova Zelândia.
Na volta do intervalo, o "apetite" camaronês pelas canelas brasileiras continuou. Aliás,
aumentou. O que mudou foi o comportamento do árbitro Damir Skomina, da Eslováquia. Aos 6, Baning entrou por trás em Lucas e acabou expulso.
Mesmo com um a menos em campo, Camarões seguiu correndo por muitos. A seleção brasileira valorizava a posse de bola, tocava pacientemente em busca dos espaços, mas raramente criava chances.
O tempo foi passando, e a pressão brasileira aumentava a cada minuto. O time de Dunga não jogava bem, mas tinha o domínio territorial, até pela vantagem numérica. Ronaldinho Gaúcho reclamava mais das faltas dos adversários do que jogava bola. Quem jogava bem era Ânderson. Incansável, marcava e conduzia o time ao ataque. Grande atuação.
Aos 21, Thiago Neves entrou no lugar de Hernanes. Uma tentativa de aumentar a criatividade da seleção. Deu certo, mas não o suficiente. Apesar de alguns lances perigosos, o jogo acabou indo para a prorrogação.
Não, não desta vez. Depois de 10 minutos de muitas faltas e pouco futebol, a seleção brasileira desencantou. Diego acertou lindo passe para Rafael Sóbis. O atacante, na única chance que teve, invadiu a área e chutou na saída do goleiro Tignyemb para fazer 1 a 0. Sem dar tempo para Camarões respirar, Marcelo, quatro minutos depois, iniciou o lance que culminou no segundo gol brasileiro. Ele tabelou com Thiago Neves e tocou sem defesa.
Com a vantagem, a seleção brasileira diminuiu o ritmo e fez o tempo passar. Camarões ainda tentou, se lançando ao ataque quando tinha a bola e nas canelas brasileiras quando estava sem ela, mas já era tarde demais. A merecida vitória colocava o Brasil nas semifinais.
