
No dia 5 de novembro de 2008, por telefone, o senhor Ercílio, residente em São João do Sul, povoado pertencente ao município de Guaratinga-Ba., protocolou denuncia no IBAMA, indicando os Senhores Aélio, Zé do Ouro, Izaque, Perivaldo e um genro de nome não identificado, como os que arremessaram vários litros de “carrapaticida”, no rio Buranhém, com a finalidade de matar peixes e pitus. Segundo o denunciante, os danos causados ao Buranhém, deixou dois animais mortos, sendo um bezerro e um carneiro, vizinhos ao ato do crime. O veneno jogado no rio, pelos supostos criminosos, assustou a comunidade de Lajedo Bonito, onde aconteceu o ato. A Associação de Assentados do Lajedo Bonito, através do seu representante David Oliveira, disponibilizou uma comissão para ajudar nas apurações das denuncias que, além do IBAMA, foram protocoladas no Ministério Público Federal, COFISA/CRA e BAHIA Pesca s/a. Também, o Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados da Bahia, Bel. José Henrique Barbosa, ciente do crime, dispôs-se a ajudá-lo no que for possível. Pela sua envergadura, o crime recebeu o nome de “Genocídio Aquático”, nome dado aos crimes contra a humanidade. Já imaginou se os peixes e pitus mortos chegam à mesa do consumidor? O senhor Eduardo é um dos assentados de Lajedo Bonito e esteve presente na coleta dos peixes mortos. O rio Buranhém, denominado também de “rio do peixe”, é 100% responsável pelo abastecimento da água em Eunápolis, uma das maiores cidades do Extremo Sul da Bahia. A cidade já sofre racionamento d’água por conta do assoreamento. Como se não bastasse, o desmatamento feito às suas margens, ameaçando-o de morte e agora, veio o envenenamento querendo exterminar os seus peixes. Se o velho “Bura” um dia, não muito longe, vier a óbito, conseqüentemente os seus peixes não estarão na condição de vivos e a sociedade, mesmo estando viva, enquadrar-se-á na obra denominada “vida seca”, do escritor alagoano Graciliano Ramos.
Matéria e foto extraída do Site Popular.com.br - Texto de Joilson Souza Silva