
Em resposta a entrevista feita e publicada pelos veículos de comunicação O Farol, o Nossa Cara.com e o Canal20.net onde o representante Ministério Público Estadual Dr. João Alves Neto, diz que a Veracel Celulose teria invadido 3.000 hectares de terras indígena. A empresa divulga nota de esclarecimento.
Nota da Veracel Celulose
Cumprir a decisão das autoridades competentes. Este é o posicionamento da Veracel Celulose sobre a área de sua propriedade que consta do Estudo de Identificação de Terras Indígenas realizado pela FUNAI, publicado no Diário Oficial da União, no dia 28 de fevereiro de 2008. A empresa possui menos de 1% do total da área demandada pelo povo indígena. Os Pataxó reivindicam 51 mil hectares onde, além da Veracel, há hotéis, pousadas, produtores rurais e até outras comunidades já estabelecidas.
A empresa adquiriu esta área em 1998, anteriormente a formação do Grupo de Trabalho do Estudo de Ampliação do Território Indígena de Barra Velha (criado em 1999). Naquela época, a compra foi feita de fazendeiros que possuíam o título de propriedade das mesmas. Antes de concretizar a compra, a Veracel fez a análise da cadeia sucessória (checagem da origem da terra comprada), conferiu a delimitação das terras indígenas existentes, além de verificar os limites do Parque Nacional do Monte Pascoal, de acordo com Decreto 242 (1961). A conclusão, no período da compra, foi de que não havia nenhuma sobreposição nas áreas adquiridas e que a terra indígena mais próxima ficava a cerca de seis quilômetros da área adquirida.
Hoje, na sua propriedade em questão, dos 2.651 hectares, apenas 1.019 ha são destinados ao plantio de eucalipto. Em seu relacionamento com as comunidades indígenas da sua área de influência, a empresa buscou divulgar sua posição e, assim como o Povo Pataxó e os demais atuais proprietários, a Veracel aguarda o desfecho do processo. No entanto, para a empresa, a decisão já está tomada: cumprir a decisão das autoridades competentes.
Por: Assessoria de comunicação da Veracel Celulose