
As discussões sobre os impactos que poderão advir da implantação da Pequena
Hidrelétrica (PCH) Pau Ferro no município de Eunápolis – a PCH Pau Ferro é uma das seis cuja construção estão previstas no rio Buranhém-, ocorridas na reunião de sábado, dia 4, no distrito da Colônia, fez com que a reportagem o Nossacara.com pesquisasse na internet sobre o assunto, visando trazer mais conhecimentos à comunidade de Eunápolis, contribuindo assim para o aprofundamento dessas discussões.
E a constatação a que se chegou foi de que esses empreendimentos têm causado muitos danos, pondo em risco ecossistemas, culturas e por isso, sendo repudiadas em várias partes do nosso país.
Em Santa Catarina, por exemplo, a comunidade do Vale das Termais, uma região com enorme potencial turístico pelas quedas d’água e rios de águas límpidas, está
vendo todo esse patrimônio eco-turístico ameaçado pela construção de seis PCHs. Segundo notícias publicadas na imprensa daquela região, “o famoso Salto do Cubatão que tem uma vazão média de 12m3/s, deixará de existir. Passará a ter um fio de água, chamado “vazão sanitária”, que corresponde a irrisórios 2m3; s. A hidrelétrica retirará 10 metros cúbicos de água por segundo.
Em Rondônia, ribeirinhos estão sendo expulsos de forma truculenta das suas terras e causando o caos social, segundo informações de representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens.
Em Mato Grosso, onde o governo estadual pretende instalar 20 PCHs, os impactos afetam as terras indígenas, comunidades ribeirinhas, espécies endêmicas, sítios arqueológicos, corredeiras e unidades de conservação. Segundo a imprensa daquele estado, os Enawene Nwe, um pequeno e remoto povo indígena que habita na porção estadual da Amazônia brasileira está ameaçado. Um artigo denominado de “Genocídio”, escrito pela jornalista Christina Lamb, foi publicado com destaque na revista Sunday Times, uma das mais importantes publicações da Inglaterra. Christina já foi correspondente no Brasil do jornal Financial Times, um dos mais importantes do mundo.
Aqui na Bahia, na região oeste, as comunidades ribeirinhas aos rios das Fêmeas e Grande em São Desidério, se declaram contra a construção da PCH1. Os ribeirinhos elaboraram uma Carta Aberta que demonstram suas angústias. Para eles, a usina coloca em risco o futuro dessas comunidades. A matéria que traz o teor da Carta Aberta foi publicada no jornal Nova Fronteira, edição do dia 16 de junho deste ano.
Outra voz que se levantou contra a construção das PCHs foi o Ministério Público Federal (MPF) do Para. O procurador Mário Lúcio Avelar questionou a viabilidade ambiental da construção de nove pequenas usinas na bacia do Alto Juruena, e cogita a hipótese de pedir a paralisação das obras já iniciadas.
Obs. As fotos com borda branca são das PCHs que serão em SC, as outras são do nosso velho Buranhém.
Matérias: NC
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