
Por: Clicia Marinho
O Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental e Urbano de Eunápolis (COMDAU), realizou na tarde nesta quarta-feira no auditório da CEPLC, mais uma reunião do conselho, que teve como um dos itens de pauta, as irregularidades de implantação e licenciamento ambiental da Pequena Central Hidrelétrica – conhecida como PCH – do Rio Buranhém.
O Promotor João Alves mais umas vez pontuou as graves conseqüências ambientais e a incerteza de desenvolvimento econômico no município. Para o promotor, a continuidade desse projeto em um rio que se encontra debilitado, uma vez que, sofre constantemente com outros impactos ambientais – como o desmatamento de matas ciliares e o derramamento de esgoto urbano não tratado no rio -, comprometerá diretamente a evasão do rio. Segundo o promotor, a comunidade já é conhecedora dos malefícios mas tem demonstrado oposição. “ A comunidade não tem conhecimento ainda, porque a Renova Energia não é apossada da verdade para transferir informação.” Declarou Abisalde Santiago, proprietário de uma das áreas que podem ser submergidas.
João Alves apresentou estudos dos impactos ambientais denunciou – mais uma vez - a possível combinação entre o diretor de meio ambiente da Renova Energia, Ney Maron, com o Instituo de Meio Ambiente (IMA). O mesmo é ex-chefe de gabinete do IMA e esta sendo investigado pelo Ministério Publico por irregularidades em processos de licenciamentos.
O conselho é um importante personagem na construção de uma cidade melhor e a defesa dos interesses ambientais é prioridade. É fato que a PCH Pau Ferro trará danos irreparáveis para a cidade de Eunápolis, assim como, cidades e distritos vizinhos que têm no rio Buranhém sua captação de água. “Não estamos aqui para barrar o desenvolvimento de Eunápolis”. Afirmou o presidente do conselho, Mauro Borges.