
Por: Teoney Guerra
Em reunião realizada sábado passado (20), na Câmara Municipal de Guaratinga, à qual estiveram presentes representantes de diversos órgãos dos governos federal e estadual, da prefeitura de Guaratinga, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e duas associações de moradores, foi oficializada pelo governo federal, a criação do parque na área de preservação do macaco Muriqui, região da Beleza/Pinheiro, no município de Guaratinga.
A informação da implantação do parque, decisão que foi considerada irreversível, levou diversos órgãos e entidades presentes a levantarem outras discussões que, entretanto, ficaram sem nenhuma definição. Praticamente tudo ficou por se resolver: o nome a ser dado à unidade de conservação, a definição da área total, e o que fazer com as 65 famílias que moram na interior da área. Esse que é o mais polêmico tema.
As duas associações que estavam presentes, e representam os interesses dos moradores da área onde será criado o parque, sugerem a permanência, pelo menos das famílias que moram nas bordas da área. Para isso, sugeriram que se façam “recortes” no perímetro proposto para o parque, de forma que essas pequenas propriedades fiquem na parte de fora da área de preservação. Os que ficam no interior da área, seriam assentados em outras áreas do município, ou receberiam indenizações. O que ficou para ser discutido.
Entretanto, os representantes dos governos estadual e federal, nada decidiram. Apenas ouviram.
Os representantes do município, os secretários: de meio-ambiente Justiniano das Virgens, da Agricultura Jorge Brito, e do Desenvolvimento Agrário Inocêncio Pinheiro, defendem essa mesma proposta. Sugerindo, inclusive, a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) nessas pequenas propriedades como forma de garantir a preservação do meio ambiente.
Depois da reunião, uma equipe formada por técnicos, representantes de órgãos, entidades, sindicalistas e dirigentes das associações fizeram uma visita à área prevista para a implantação do parque, constatando a existência de desmatamentos clandestinos.
Uma reunião que será realizada na Casa Civil do governo estadual, nessa quarta-feira, poderá decidir sobre essas questões que ficaram pendentes no encontro em Guaratinga.