
Terminou em quebra-quebra, com a destruição de móveis e equipamentos de som e áudio, a tentativa de realização da uma sessão ordinária na Câmara Municipal de Guaratinga na manhã desta sexta-feira, dia 4. Na sessão seria lida uma Denúncia contra o prefeito, Ezequias Vianna Braga (PMN), que é acusado de ter desviado recursos públicos.
A violência ocorreu logo após a abertura da sessão, quando o assessor Jurídico da casa legislativa, o advogado Igor Saulo Ferreira fazia a apresentação do Parecer da denúncia. Interrompido na sua explanação, o assessor teve os papéis tomados das suas mãos, ao tempo em que o microfone era também to
mado. Outras pessoas deram início a uma agressão aos membros da mesa diretora, derrubando e quebrando uma mesa de granito sobre a qual era dirigida a sessão. Cadeiras foram arremessadas contra pessoas que estavam atrás dos vereadores, e diversas mesas quebradas, arremessadas contra o chão. Equipamentos de áudio e vídeo foram também danificados. Servidores contratados do município e pessoas que participaram da Convenção política do prefeito, ocorrida no último domingo, foram identificadas como participando do ato de vandalismo.
Em meio ao ato de violên
cia, os vereadores deixaram o Plenário, procurando abrigo nos gabinetes, onde ficaram trancados por quase uma hora, aguardando a chegada do policiamento. Nenhum policial estava no Plenário nem na praça em frente à Câmara, onde havia uma aglomeração de centenas de pessoas.
A ausência da polícia, que só chegou cerca de trinta minutos depois do ato de violência, foi questionada por jornalistas presentes. O comandante do destacamento, o sargento Lourival, não respondeu à indagação, seguindo direto para o interior da Câmara, entrando de imediato no gabinete do presidente.
A denúncia que seria lida na Câmara durante a sessão foi protocolada na casa legislativa no dia 26 de junho. Nela, o subscritor, Valdeci Mota da Silva acusa o prefeito de ter contratado serviços de manutenção da estrada que liga a sede do município ao povoado de São João do Sul no valor de R$ 972 mil, e não ter feito o serviço.
Cerca de duas horas após o quebra-quebra, a cidade já volta à normalidade. Na câmara, estão sendo contabilizados os prejuízos.
Matéria: Teoney Guerra
Fotos: Urbino Brito
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