
Por: Teoney Guerra
Questões relativas à Saúde e à Educação no município foram os principais temas tratados na sessão de hoje da Câmara Municipal de Eunápolis, e tomaram grande parte do tempo, deixando pouco mais de uns 15 minutos para que os vereadores tratassem da Ordem do Dia, que previa a votação de um projeto de lei e seis indicações.
A Saúde foi tratada pela secretária da pasta, Edna Alves, que, a pedido dos vereadores, foi ao Legislativo prestar esclarecimentos sobre os trabalhos daquela secretaria. A secretária discorreu sobre as estruturas física e administrativa; recursos e convênios existentes; reformas que estão sendo feitas ou deverão ser iniciadas em breve; regionalização do SAMU; campanha contra a dengue; terminando por expor as reivindicações que foram feitas recentemente ao Ministério da Saúde e ao secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla. Ao final respondeu a alguns questionamentos feitos por vereadores.
A Educação foi tratada em clima mais quente, em razão das reações de mais de uma centena de professores que estavam presentes. O tema foi tratado por Jovita Lima dos Santos, presidente da APLB, o Sindicato dos professores.
A sindicalista falou sobre as más condições existentes nas escolas do município neste início de ano letivo. Principalmente a falta de carteiras, que está impedindo que muitas classes tenham aula. A violência que está vitimando centenas de jovens todo ano foi também criticada pela educadora, que pediu aos vereadores providências no sentido de que esses problemas sejam resolvidos.
Anteriormente, o fator violência havia sido abordado por uma equipe técnica do CERAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que foi à Câmara divulgar a campanha que está sendo feita pelo órgão, visando prevenir e combater a violência durante o Carnaval.
Terminadas as participações das entidades que utilizaram a Tribuna da Câmara, como prevê o Regimento Interno da casa, passou a transcorrer a Ordem do Dia. Utilizando o grande Expediente, diversos vereadores fizeram pronunciamentos. O presidente da Câmara, Ubaldo Suzart, após demonstrar desconhecer a situação narrada pela sindicalista, informou que a casa legislativa formará uma comissão para verificar “in loco” o estado das unidades escolares, e fazer gestões junto ao Executivo, no sentido de que tudo seja resolvido. O vereador Amós Bispo foi também solidário aos professores.
A vereadora Carmem Lúcia também se posicionou favorável à formação de uma comissão do Legislativo para verificar e situação e fazer gestões junto ao Executivo para solucionar o que fosse mais urgente. A ex-presidente denunciou ainda um suposto “esquema” que estaria sendo feito por pessoas cujos nomes ela não informou, com o objetivo de se apropriarem de uma área púbica no bairro Alto da Boa Vista.
Finalizando os pronunciamentos, o vereador Normando Torres fez uma série de críticas à Administração Municipal, tendo como base os fatos narrados pela presidente da APLB, e situações expostas pela secretária de Saúde, que ele considerou falhas graves naquela secretaria.
Os vereadores votaram e aprovaram ainda, seis Indicações e um projeto de lei que cria a Imprensa Oficial do Município.