
EUNÁPOLIS – O secretário de Saúde de Eunápolis Mário Gontijo e o Diretor da 8ª Dires, Baltazar Lamin Dias, admitiram que Eunápolis está na linha de fogo da dengue e temem uma epidemia, já que trata-se de um centro para onde convergem diversos fluxos.
Medidas para conscientizar a população e eliminar possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti, principal transmissor da doença, foram definidas pelas duas autoridades, cujas equipes se reuniram na tarde de terça-feira (10/02) no Centro de Controle de Zoonozes – CCZ, quando foram entregues novos kit’s de trabalho a agentes de endemias.
As medidas foram motivadas pelo aumento do número de casos da doença na região, com agravamento do quadro em Porto Seguro, a 62 quilômetros de Eunápolis, onde quatro pessoas morreram de dengue hemorrágica nas últimas semanas e há registro de 73 casos de dengue clássica.
Com visitas a residências e aplicação de produto para eliminar larvas, agentes de endemias e outros servidores públicos vão intensificar as ações de combate ao mosquito em toda a cidade, informa Ricardo Santos Batista, diretor do CCZ, órgão que centraliza o combate à doença neste município.
Ações de conscientização nas escolas também serão efetivadas a partir desta semana. Para conscientizar a população sobre os riscos de uma epidemia em Eunápolis, a Secretaria de Saúde e a 8ª Dires farão campanha em parceria com os órgãos de comunicação.
O secretário Mário Gontijo destaca que ainda não há mortes por dengue no município, mas que o grande movimento de pessoas entre Eunápolis e as demais cidades, as chuvas de verão, bem como o grande fluxo turístico deste período, são fatores que indicam os riscos por que passa a cidade de Eunápolis, “por isso nós temos de agir preventivamente desde já”, justifica o secretário.
Para o diretor da 8ª Dires, Baltazar Lamin Dias, por tudo que já se sabe sobre os avanços da doença, a situação da dengue é alarmante na região. “Podemos ter uma avalanche de mortes por dengue hemorrágica na região”, alertou o dirigente. Ele lembra que a medida mais eficaz é a eliminação dos recipientes que podem servir como nascedouro dos insetos, pneus velhos, garrafas, caqueiros e outros já sabidos pela população.
“Uma boa limpeza na caixa d’água, por parte de cada família, é uma ação que pode evitar muitos problemas”, exemplifica José Nivaldino dos Santos, coordenador técnico de endemias da 8ª Dires. Técnicos da Fundação Nacional de Saúde – Funasa, envolvidos no combate ao mosquito, reafirmam que a conscientização da comunidade é a medida mais eficaz no combate ao mosquito, mas reclamam que a população tem sido a parte ausente na parceria necessária para o combate ao Aedes Aegypti.
Lourival Jacome
SECOM/PME