
Nossa Cara.com entrevista José Nivaldino dos Santos, sobre as ações desenvolvidas no combate a dengue nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Itabela, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi e Belmonte, ele recomenda que a população tome todos os cuidados possíveis porque a dengue mata sem dó nem piedade.
NC – Nivaldino quais as ações que estão sendo desenvolvidas para combater o mosquito da Dengue em Eunápolis e nas oito cidades que compõe a jurisdição da 8ª Dires?
Nivaldino – O fator principal é a parceria com os municípios. Nós temos os agentes de saúde que trabalham nos dois programas da esquistossomose, e a malária neste momento com este surto de dengue na nossa regional, estamos descentralizando estes servidores para trabalhar juntamente com os agentes de saúde do município além das atividades com UBV, que chamam popularmente de fumacê (carro que espalha inseticida nas cidades) e o trabalho de divulgação de saúde fazendo corpo a corpo direto com a população casa a casa, colégio a colégio, um trabalho de mobilização social.
NC – José Nivaldino, ultimamente não temos mais visto o carro fumacê, quais os horários que ele passa e em quais os locais ele está operando em Eunápolis e região?
Nivaldino – Esta pergunta é muito interessante porque a população é quem mais cobra... “cadê o carro fumacê”? É que o fumacê tem uma técnica adotada pela 8ª Dires e o Ministério da Saúde, que ele não pode trabalhar permanentemente em determinados municípios, alias em nenhum município do Brasil, porque, depende da questão do meio ambiente e a saúde da própria população que fica exposta ao cheiro forte da inseticida e a saúde dos nossos profissionais precisa ser preservada,estas são razões do carro não passar constantemente nas ruas. Como está sendo feito o trabalho ultimamente quando há um caso de dengue hemorrágica em determinada localidade e que é confirmado pelo Lacem o laboratório central em Salvador, ai o carro vem e faz o trabalho num raio de 300 metros porque não se pode fazer em todo o bairro ou até mesmo em todo o município, então o trabalho é feito de forma localizada. Aqui em Eunápolis o carro começou a trabalhar na sexta-feira passada começando pelo bairro Moisés Reis e no Estela Reis, Urbis I e II, Jardins de Eunápolis e Centauro, estes bairros serão trabalhados em cinco etapas, nós já fizemos a primeira etapa no dia 27/02, a segunda etapa e a cada três dias continua o trabalho até completar as cinco etapas.
NC – Nivaldino porque tanta demora para sair o resultado de um exame para saber se a pessoa está com dengue, as vezes quando sai o resultado, a pessoa já morreu!
Nivaldino – Esta cobrança é intensa por parte da população e até mesmo por parte da secretária de saúde. A razão é que o Lacem tem poucos profissionais pra analisar todo matérial dos 417 municípios do estado da Bahia e no período que acontece estes casos de dengue aumenta a demanda de todos os municípios, esta é a razão da demora em sair os resultados, mas, hoje na nossa regional podemos dizer que não é tão demorado, porque o Lacem descentralizou uma extensão para Porto Seguro, então nós remetemos o matéria coletado pra lá e os resultados saem quase de imediato. Quando houve o surto de dengue em Itagimirim os resultados saíram três ou quatro dias depois.
NC – Caro coordenador a pergunta que não quer calar. Qual o grau de responsabilidade da população no combate ao mosquito da Dengue?
Nivaldino – Em primeiro lugar em relação a população é questão de conscientização. Vamos dar um exemplo quando a gente passa na casa de algumas pessoas e deixa aquela mensagem educativa, você pode voltar 15 ou 20 minutos depois, que o morador simplesmente ouviu por uma questão de educação, porém, ele não contribuiu em nada. deixa a caixa d,água destampada, o pneu em posição aberta, deixa de limpar o quintal, removendo copos descartáveis latas de margarinas copinhos de yogurte e outro objetos que servem como reservatório de água limpa, facilitando assim a proliferação do mosquito Aedes egypt.
A participação da população é um fator preponderante para que acabemos com os focos do mosquito. Nós temos o exemplo do Rio de Janeiro naquela epidemia que aconteceu, com a conscientização daquela população que viu muita gente morrer e sabendo que o mosquito realmente mata, hoje a situação é completamente diferente do ano passado.
Para finalizar Nivaldino recomenda que a população se engaje nesta batalha, pois, o combate ao mosquito da Dengue é uma guerra, e se não lutarmos com unhas e dentes o mosquito vai acabar vencendo, e ai “a vaca vai pro brejo”, como se diz no popular.
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Fotos: Gentilmente cedidas pela 8ª Dires