
Por: Paulo Barbosa
Depois de várias cobranças por parte do eunanoticias.com e o nossacara.com, e depois do movimento dos funcionários do FRIGOPAR, em frente ao escritório da ADAB, das visitas feitas à Vigilância Sanitária e ao Ministério Público, o promotor de Justiça Dr. Dinalmari Mendonça Messias determinou que fiscalizações fossem feitas na cidade, para tentar dar um final com a matança clandestina de gado, e a venda de produtos sem fiscalização.
Atendendo a determinações, a ADAB, vigilância sanitária e a PM, foi ao mercado Paulo Souto e apreenderam carne de gado, mas o dono do produto conseguiu evadir-se do local e não foi localizado. A carne estava em uma pick-up Chevrolet D10 ano 79 de Carlos Henrique Sousa e tudo foi levado para a Delegacia de Policia.
Segundo informações se o dono da carne tivesse sido preso em flagrante para ser liberado teria de pagar uma fiança de 3 salários mínimos e meio, mas como ele fugiu, depois de identificado deverá ser autuado com base na lei de economia popular e venda de produtos ilegais, mas o carro deverá ficar apreendido por 6 meses e para ser liberado deverá pagar uma fiança de 6 salários mínimos.
No local da apreensão, estiveram os fiscais da vigilância sanitária, os Drs. Eudes, André e Epaminondas (chefe do escritório local da ADAB). Com esta fiscalização, a população começará a ter em suas mesas uma carne sadia fiscalizada com base na Portaria 304. Com isto, os abatedores de gado clandestino passarão a partir de agora a sofrer uma fiscalização mais rígida. Os açougueiros reclamam da taxa de abate, mas no açougue o preço acaba sendo o mesmo de quem abate no frigorífico, com isto o Ministério Público ao obrigar os orgãos fiscalizadores a cumprirem suas obrigações, ajudam a manutenção de muitos empregos de pais de família que estão sendo demitidos do frigorífico, por falta de gado para o abate, se a propaganda do governo é exatamente a geração de emprego e renda, em Eunápólis as demissões no frigorífico são exatamente por falta de gado para ser abatido, enquanto isto, os abatedouros clandestinos, o chamado “frigomato” além de desempregar profissionais do setor ainda contribuíam para uma situação de alto risco, a contaminação da população por carne sem fiscalização.