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Durante a cerimônia de abertura do terceiro dia de evento do XI jogos indígenas Pataxó de Coroa Vermelha, os índios fizeram um grande círculo com os anciões e lideres ao centro, e cantaram músicas em português e em Patxôhã, dialeto dos Pataxós, na arena de cerimônia localizada exatamente no local onde ocorreu a primeira missa de Páscoa do Brasil, em 26 de abril de 1500.
Uma das canções entoadas pela guerreira representante da aldeia da Jaqueira, Nayara (vida em Patxôhã), dizia sobre a chegada das embarcações, além de reivindicação dos índios.
A música, “Treze mil anos de história”, em um pequeno treco diz o seguinte, “Muita lenda, muita glória, em nossa terra foi plantada. Cheagaam as embarcações, trazendo santos e ladrões. Trouxeram histórias bonitas, muitos presentes e fitas. Até um deus ofertaram. Outra alma e outra crença, um punhado de doenças. E nossas terras roubaram”, enquanto cantava a guerreira Nayara, e outros índios se emocionaram muito.
“É muito difícil não me emocionar. Naquele momento lembrei as lutas que meu povo passou ao longo dos anos. Não foram poucas, e ainda não acabaram. As armas mudaram, mas as lutas ainda não”, disse a guerreira representante da tribo da Jaqueira.
Em seguida, iniciaram as provas de tiro com bodoque masculino, de tiro com zarabatana feminino e masculino, arremesso de tacape e corrida de maracá feminino, ao fim do dia mais duas disputas de futebol, feminino e masculino. Por mais um dia os turistas se encantaram com as cores vivas dos adereços usados pelos índios, como bolsas de pele de animais e seus Tymberos (cachimbos com uma mistura de fumo, alecrim, salva, imburana e capim aruanã), além é claro das representações culturais demonstradas.
Para Gildevanio Pinheiro dos Santos, resgatar a cultura desse povo é importantíssimo. “Esse evento é importante para confraternizar e integrar as aldeias que ficam distantes, além da troca de informação. Aproveitando para o índio mostrar para o turista e a comunidade sua cultura”, disse o técnico ambiental, Gildevanio.
Esse evento é importante não apenas para mostrar as tradições dos índios para os turistas e brancos, mas também para os próprios índios, como deixa claro o jovem guerreiro da tribo Pataxó, Araponga (nome de um pássaro em Patxôhã). “Depois do descobrimento, os índios se sentiram ameaçados a não usar seus trajes e cultura, mas isso vem sendo resgatado ao longo dos últimos anos com a realização dos jogos indígenas. O que fazemos é principalmente pelo nosso povo. Com isso estamos mostrando que ninguém vira índio da noite pro dia. Nós nascemos índios e vivemos como índios, sendo assim não há por que não mostrar nossa cultura”, disse o jovem guerreiro.
O evento foi acompanhado pela imprensa e pelos próprios índios que filmaram, tiraram fotos e gravaram em áudio, cada momento, orientados pelo coordenador do projeto Ponto de Cultura Pataxó, da reserva da Jaqueira, Fábio Kamaywará (guerreiro em Patxôhã).
Segundo o coordenado o projeto veio para divulgar a cultura, principalmente por parte audiovisual, além de registrar. Outro ponto importante é divulgar o próprio dialeto. “Hoje estamos com mais de cinco mil palavras registradas em nosso dialeto, pesquisados nas aldeias Pataxós”.
“Participamos de oficinas, onde aprendemos a produzir, filmar e editar nosso vídeos, que são divulgados pela internet e nas escolas indígenas. Hoje somos um grupo de quase 60 pessoas que realizam esses trabalhos”, informou Fábio.
Para a professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Márcia Vilabela, “o homem branco sempre se achou culturado, e o índio aculturado, quando na verdade são apenas culturas diferentes, por muitas vezes não aceitas pelos brancos que aqui chegaram a tantos anos”, disse a professora.
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