
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra petista com 43,4% e senador do PL com 33,7% no primeiro turno; disputa fica mais apertada no segundo
Por: Urbino Brito
A corrida pela Presidência da República entrou oficialmente em uma fase decisiva. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o cenário eleitoral de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda está longe de estar decidido.
Levantamento da AtlasIntel divulgado em 31 de agosto aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 43,4% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33,7%. O escritor Augusto Cury aparece em terceiro, com 7,8%.
A pesquisa ouviu 5.014 eleitores entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de um ponto percentual e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026.
Se Lula e Flávio Bolsonaro avançarem para o segundo turno, a diferença diminui consideravelmente.
Na simulação da AtlasIntel, Lula aparece com 47,1%, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de 4,5 pontos percentuais.
Outros levantamentos recentes mostram uma disputa ainda mais apertada. Na pesquisa Vox Brasil divulgada em 29 de agosto, Flávio apareceu com 45,1%, contra 44,5% de Lula, configurando empate técnico. Já BTG/Nexus e PoderData também encontraram cenários de segundo turno bastante competitivos entre os dois.
De acordo com os dados divulgados pela Justiça Eleitoral, são 13 candidaturas registradas para a Presidência da República em 2026:
Pablo Marçal aparece na relação de candidaturas registradas, mas sua situação jurídica permanece marcada por questões de inelegibilidade e processos ainda em andamento.
Os números mostram que a eleição presidencial de 2026 tende a ser marcada por uma forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto outros candidatos disputam espaço para tentar romper essa concentração de votos.
O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha a maioria necessária, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Até lá, pesquisas, debates, alianças, campanha nas ruas e principalmente o comportamento do eleitorado indeciso poderão mudar o desenho da disputa.
Em 2026, como já mostrou a história recente da política brasileira, pesquisa é fotografia — eleição é filme.
Fonte: AtlasIntel, PoderData, BTG/Nexus, CNN Brasil e TSE.